Variante de gene comum dobra o risco de demência, mas somente em homens
Nova Pesquisa Revela Conexão Genética com Demência em Homens
Resumo:
Uma nova pesquisa revelou que homens que carregam duas cópias de uma variante genética comum no gene HFE têm mais than dobro da probabilidade de desenvolver demência, enquanto mulheres com a mesma variante não são afetadas. A variante, conhecida como H63D, está associada à hemocromatose e está presente em aproximadamente 1 em 36 pessoas. Interessantemente, os pesquisadores não encontraram uma conexão direta entre níveis elevados de ferro e risco de demência, apontando para outros mecanismos biológicos, como inflamação ou danos neurológicos. Essas descobertas podem orientar estratégias mais personalizadas de prevenção à demência, particularmente para homens que carregam esse gene.
Principais Fatos:
- Fonte: Curtin University
- Homens que carregam uma variante genética comum têm mais than dobro da probabilidade de desenvolver demência em comparação com mulheres.
- A pesquisa utilizou dados do estudo ASPirin in Reducing Events in the Elderly (ASPREE) para investigar se pessoas com variantes no gene HFE, fundamental para regular níveis de ferro no corpo, estariam em risco aumentado de demência.
- 1 em 3 pessoas carregam uma cópia da variante H63D, enquanto 1 em 36 carregam duas cópias.
- Ter apenas uma cópia da variante não afeta a saúde ou aumenta o risco de demência. No entanto, ter duas cópias da variante mais que dobra o risco de demência em homens, mas não em mulheres.
- Os pesquisadores encontraram nenhuma conexão direta entre níveis de ferro no sangue e risco aumentado de demência em homens afetados.
Nova Pesquisa Revela
Uma nova pesquisa publicada na revista Neurology revelou que homens que carregam duas cópias de uma variante genética comum no gene HFE têm um risco significativamente maior de desenvolver demência. A variante, conhecida como H63D, está associada à hemocromatose, uma doença que causa absorção excessiva de ferro pelo corpo.
Estudo e Resultados
O estudo utilizou dados do ASPREE (Aspirin in Reducing Events in the Elderly), um ensaio clínico randomizado e controlado que avaliou os efeitos do uso diário de baixa dose de aspirina em 19.114 idosos saudáveis na Austrália e nos EUA. Os resultados mostraram que homens com duas cópias da variante H63D tiveram um risco 2,39 vezes maior de desenvolver demência em comparação com aqueles sem a variante.
Os pesquisadores não encontraram uma conexão direta entre níveis elevados de ferro no sangue e risco de demência, sugerindo que outros mecanismos, como inflamação ou danos neurológicos, podem estar envolvidos.
Implicações para a Saúde
Os resultados sugerem que testes genéticos para a variante H63D podem ser úteis para identificar homens em risco aumentado de demência. Isso pode levar a estratégias mais personalizadas de prevenção e tratamento.
“Entender por que essa variante genética aumenta o risco de demência em homens, mas não em mulheres, pode abrir caminho para abordagens mais personalizadas de prevenção e tratamento”, disse o professor John Olynyk, coautor do estudo.
“Essa pesquisa é um exemplo de como grupos de pesquisa australianos diversificados podem colaborar efetivamente para aprender mais sobre essas doenças progressivas e, em última análise, melhorar os resultados de saúde para as pessoas em todo o mundo”, acrescentou o professor Paul Lacaze, também coautor do estudo.
Fonte: Curtin University



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